Porcos que espirram e os espíritos animais de Keynes
Primeiro pararam de comer carne de frango, agora de porco. Antes foi de vaca. Pelo visto devemos virar vegetarianos, até que as arvores se revoltem e o fim dos tempos chegue.
Inspirado, ou espirrado, resolvi escrever sobre como, as vezes, a economia não é racional. De vez em quando as pessoas fazem coisas por impulso e não estou falando só naquela pessoa que usa o cartão de crédito de forma tão pudica quanto uma “mulher da vida”.
Nesta crise, recentemente, lembraram de Keynes. Ele dizia, em um livro incrivelmente complicado, “A Teoria Geral do Juro, do Emprego e da Moeda”, sobre os tais “animals spirits” que, de vez em quando, davam na telha dos capitalistas e os induziam a fazer alguma coisa em conjunto. Principalmente quando a coisa ficava preta. Nesses momentos adversos, como o de agora, os investidores se sentiam inseguros, na dúvida, ou, como chamamos, na “incerteza”. Então o pessoal ia “na onda”, brincando de “siga o chefe” na economia. Esse é o espírito por trás do “espirito animal” keynesiano.
Com essa gripe é a mesma coisa. O pessoal está tão doente de preocupação que pararam de comer carne de porco por puro medo. Nem adianta explicar que nada vai acontecer, qualquer Influenza não aguentaria os frigoríficos, muito menos um churrasco ou uma bistequinha. Mas o medo é uma emoção muito forte em nós.
Ah, e só para lembrar, frango também não tem problema. E sim, eu dei spoiler pra quem entendeu a árvore, e daí? Não gostei do filme mesmo.
Saúde!