Poupança, o último reduto do pequeno investidor.
Nestes tempos de SELIC baixa, alguns pequenos investidores podem estar olhando para a cadernata de poupança com bons olhos. Aproveitando a notícia de ontem, sobre a possibilidade de modificações da remuneração da poupança, vou falar um pouco deste investimento, o mais conservador do Brasil.
A caderneta de poupança é uma aplicação financeira isenta de imposto de renda, ou seja, você não paga imposto quando resgata ela, cuja remuneração é mensal e pós fixada, portanto só dá para saber quanto ela rende na virada do 30º dia de aplicação.
O índice da poupança, pelo menos até hoje, é 0,5%a.m. (ao mês) mais variação da T.R. (taxa referencial), que é a forma do governo remunerar o FGTS.
Mais um detalhe importante: se você aplica no dia 10 de um mês, só pode resgatar no dia 10 do mês sequinte, se resgatar no dia 9 você perde todo o rendimento no período. Por isso eu recomendo aplicações de, no mínimo, um mês.
Voltando a rentabilidade: 0,5%a.m. + TR a.m. hoje esta dando algo em torno de 0,65 até 0,70 por cento, um pouco acima da inflação. Muito pouco para dizer a verdade. Como o governo mexe no índice da poupança quando lhe é conveniente, eu posso dizer que nunca a poupança vai ganhar dos fundos DI por muito tempo.
Mesmo assim ela tem vantagens:
- No curto prazo ela tem boa rentabilidade, já que não paga imposto, como eu já disse.
- Qualquer um pode aplicar. Não há valores inciais de aplicação. Portanto é uma opção para quem pouco dinheiro (menos que R$10.000,00, eu sei, eu sei que quase ninguém tem isso).
- Todos os bancos a oferecem. No entanto, você pode ter muitos problemas para convencer seu gerente a deixa-lo abrir uma. Por que? Porque os bancos preferem o uso de outras aplicações, que tem taxas de administração….sacou?
- Ah, sim! A poupança não tem taxas administrativas. Isso não é bom para o banco, mas é para você.
Apesar dessas vantagens, eu não recomendo poupança no longo prazo nem para quantias superiores a R$10.000,00:
- Baixa rentabilidade no longo prazo. A poupança, no fim, perde feio para qualquer investimento no longo prazo. Qualquer período superior a 12 meses e a carderneta já perde sem contar as taxas de adiministração dos fundos. Se levarmos elas em conta, acho que uns 18 ou 24 meses são suficientes.
- Acima de R$10.000,00 existem investimentos melhores, como fundos DI e CDB’s, mesmo em prazos mais curtos. Ações, então, nem se fala, é covardia. Para termos uma idéia, as ações do IBOVESPA renderam cerca de 10%a.a. nos últimos 20 ou 30 anos….10%a.a. em média, já descontada a inflação!